Sábado, 9 de Junho de 2007

História do escudo ($)


O escudo foi criado em 22 de Maio de 1911, cinco meses após a Proclamação da República, por decreto do Governo Provisório. O ministro das Finanças era, então, José Relvas. A nova moeda renovou o sistema monetário português, colocou a unidade monetária portuguesa ao nível das dos outros países e evitou as desvantagens práticas do real (moeda da monarquia), cujo valor era muito pequeno, o que obrigava ao emprego de grande número de algarismos para representar na escrita uma quantia. Assim, a taxa de conversão foi fixada em mil réis (reais).
A nova moeda foi buscar o nome ao início da II Dinastia. O Rei D. Duarte, quando decidiu retomar a cunhagem em ouro, mandou bater os primeiros escudos, dado que era esta a figura que aparecia representada na moeda. Ao longo da história da monarquia, outros reis mandaram cunhar moedas de ouro com esta denominação. O escudo era, assim, uma moeda nobre por ser fabricada naquele metal precioso. Deverá ter sido esta uma das razões que levou os responsáveis do regime republicano a designarem a nova unidade monetária desta forma.
Segundo o preâmbulo do decreto de 22/05/1911, encontravam-se, na altura, em circulação cerca de 34 400 contos de moedas de prata e 3 900 contos de moedas de cupro-níquel e de bronze. O mesmo diploma mandou substituir estes valores por 35 500 contos de moedas de prata de 1$00, $50, $20 e $10 e por 3 750 contos de bronze-níquel de $04, $02, $01 e $005, mas este plano nunca foi integralmente cumprido. As primeiras moedas só foram cunhadas em 1912 e até 1917 apenas foram emitidos cerca de 13 000 contos de novas moedas em prata.
Quanto ao papel-moeda, encontravam-se em circulação, no momento da Proclamação da República, notas de 500, 1 000, 2 500, 5 000, 10 000, 20 000, 50 000 e 100 000 réis que o Banco de Portugal alterou, apondo-lhes sobre a coroa a sobrecarga República, tendo desta forma continuado em circulação até 1929. Contudo, a primeira nota emitida em escudos data de 1913 e resultou da alteração da chapa já gravada destinada à nota de 5 000 réis, que passou assim a apresentar o valor facial de 5 escudos/ouro chapa I. Nela figurava Alexandre Herculano. A primeira nota efectivamente concebida para escudos foi a de 20 escudos/ouro chapa I, com uma primeira emissão datada de 14 de Outubro de 1916. No centro desta nota aparecia Almeida Garrett e dos lados as figuras alegóricas da Justiça e da Glória.
A mudança do sistema monetário estendeu-se às colónias portuguesas de África, por decreto do Governo Provisório de 22 de Maio de 1911, complementado pelo decreto nº 141, de 18 de Setembro de 1913 que determinou ainda que a contabilidade pública das colónias portuguesas de Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique deveria ser feita de acordo com o novo sistema monetário a partir de 1 de Janeiro do ano seguinte. Foi também em 1913 que a contabilidade do Estado português passou a ser feita em escudos.
Desde 1911, data do I Governo Constitucional, vivia-se em Portugal um forte clima de instabilidade política, agravado, em 1914, pela Primeira Guerra Mundial e pela participação de Portugal neste conflito a partir de 1916. As consequências internas foram gravosas. O período de 1917 a 1924 caracterizou-se pela escassez de moeda, coexistindo as de bronze, com as de ferro e cupro-níquel. Para as substituir, registou-se uma avalanche de cédulas e outro numerário de papel. A subida dos preços que acompanhou a Primeira Guerra Mundial e se prolongou até 1924 fez com que o escudo neste ano passasse a valer menos 25 vezes do que aquando da sua criação e o valor intrínseco da moeda metálica ultrapassou o respectivo valor nominal, provocando o seu entesouramento, nomeadamente através de depósitos no estrangeiro. Ao mesmo tempo, surgiram cédulas emitidas à margem da lei para as substituir. Como medida para ultrapassar esta situação, o Banco de Portugal e a Casa da Moeda emitiram cédulas, tendo aquele procedido ainda à impressão de notas de valores muito baixos - 50 centavos e 1 escudo. Na mesma época, circularam igualmente notas de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 500 e 1 000 escudos, em mais de uma chapa, nelas figurando personalidades de relevo da História portuguesa.
Em 1924, o ministério de Álvaro de Castro tomou uma série de medidas para travar a queda do escudo, nomeadamente a venda de reservas de prata do Banco de Portugal. Neste ano, o executivo reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o seu valor real. As cédulas foram sendo recolhidas e retiradas de circulação, sendo substituídas por moedas de 1 escudo e de 50 centavos em bronze e alumínio, de 20, 10 e 0,5 centavos em cobre. Em 1927, foi decretada a substituição das moedas de bronze e alumínio por moeda de igual valor em alpaca. Quanto às notas, o Banco de Portugal lançou novas notas e reforçou as anteriores. De recordar que o escudo em 1924 valia 25 vezes menos do que em 1911, em grande parte devido aos esforço financeiro português na Primeira Guerra Mundial. Em 1925 deu-se o maior escândalo financeiro da história do escudo: a grande burla-falsificação de Alves dos Reis, ou caso Angola e Metrópole, com mais reflexos negativos em termos políticos do que financeiros ou económicos. Alves dos Reis inundou o País com 200 000 notas de 500 escudos duplicadas, com a efígie de Vasco da Gama.
Em 1930, o ministro das Finanças António de Oliveira Salazar, acabou com a dupla circulação monetária em Portugal, retirando a divisa monárquica. A partir de 1931, assistiu-se a um novo período na história da moeda portuguesa, marcado pela transformação oficial do escudo de ouro em simples padrão teórico. O escudo conheceu entre 1920 e 1940, apesar dos percalços da economia portuguesa, um período de "relativa estabilidade", com "apenas" 20 desvalorizações. Até ao fim da Segunda Guerra Mundial, 1945, o escudo não evitou algumas derrapagens e oscilações, devido ao conflito, mas depois recuperou a estabilidade, que se manteve até à década de 60. Outra faceta curiosa marcou a evolução do escudo no Estado Novo: o uso de notas e moedas como complemento popularizante dos manuais de história e da propaganda oficial do regime. Registou-se na Ditadura também uma normalização de emissões de notas e moedas, "patrióticas" e de glorificação dos heróis nacionais e dos Descobrimentos.
Na década de 60 o império começou a ruir. O escudo coabitava nas colónias com moedas locais; aí a guerra estalava e ameaçava perdurar, como veio a suceder. Na economia portuguesa, a inflação, pela primeira vez na história da Ditadura, conheceu um crescimento desmesurado, com o poder de compra em queda e as convulsões sociais a ameaçarem crises políticas. Em 1971, na Europa comunitária, entretanto, começava a construir-se a moeda única europeia. Em Portugal, depois do 25 de Abril de 1974, acabou a chamada "zona do escudo", processo que se concluiria nas ex-colónias em 1977, com a implementação das novas moedas nacionais. Crises económicas e inflação permanente em níveis elevados assolaram o País desde a Revolução, principalmente entre 1977 e 1986, conhecendo-se depois, graças à adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia um período de crescimento económico. Novas moedas de 1, 5 e 10 escudos de latão-níquel e de 20, 25, 50, 100 e 200 em cupro-níquel, para além de edições especiais. Alguns destes valores em moeda seriam extintos na década de 90. Em relação ao papel-moeda, mantiveram-se em circulação notas nos valores anteriores e iniciou-se a emissão de valores novos: 2 000 escudos (1991), 5 000 (1980) e 10 000 (1996). As últimas notas em escudos fabricadas pelo Banco de Portugal (1 000, 2 000, 5 000 e 10 000) entraram em circulação em Fevereiro e Outubro de 1996.
Entretanto, desde Julho de 1990 que existia a União Económica e Monetária, que visava a coordenação das políticas monetárias europeias e a criação a médio prazo de uma moeda única na União Europeia (UE, nova designação da CEE desde 1992). Desde 1994 os estados-membros da UE adoptaram políticas de combate ao défice e de convergência económica. Em 1995, cria-se a designação de "euro" para a nova moeda única, em substituição do ECU. Entretanto, o escudo preparava-se para desaparecer: em 1999, valia menos 2 500 vezes do que quando foi criado. Portugal foi um dos países que conseguiu entrar no clube Euro dos países que adoptariam a nova moeda única, graças ao facto de ter conseguido cumprir os critérios de convergência para a nova divisa. O euro começou a fazer parte em 1 de Janeiro de 2002 nas carteiras dos portugueses, coabitando com o escudo até 28 de Fevereiro desse ano, quando a velha moeda republicana portuguesa, com 91 anos, desapareceu para sempre.
sinto-me:
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Revolução Cultural Chinesa


Período da história recente da República Popular da China, também designado por Grande Revolução Cultural Proletária, que teve início em 1963 e se estendeu por aproximadamente dez anos, tendo como principal promotor o próprio Secretário-Geral do Partido Comunista Chinês, Mao Tsé-Tung. A Revolução Cultural corresponde ao prosseguimento, de forma radicalizada, de uma campanha contra as posturas dogmáticas e imobilistas dentro do partido e do aparelho de Estado (tendências personalizadas no próprio presidente da República, Liu Shao-Chi), campanha que se iniciara em 1957.
A Revolução Cultural alastrou a todo o país, mercê do activismo voluntarista da grande massa de Guardas Vermelhos (militantes jovens, na sua maioria estudantes), que criticaram o sistema por meio de jornais de parede, comícios e paradas, fazendo-se arautos de um projecto utópico de aceleração do processo de construção da sociedade comunista, cuja consecução só seria viável por meio de uma revolução permanente. A liderança de Mao era reforçada (e simbolizada) por um seu quase endeusamento, ora na atribuição de títulos de sabor épico (Grande Timoneiro) ora pela leitura, discussão e divulgação de um livro de excertos da sua obra, o Livro Vermelho, encarado como guia indispensável e único para a prática revolucionária.
Contudo, nas fases mais tardias do movimento, a saúde debilitada de Mao, já com uma idade muito avançada, colocaram a direcção nas mãos da sua mulher, Jiang Ching (militante com um passado político que remonta à Grande Marcha, mas mal amada nos círculos dirigentes instalados) e de outros radicais de gerações mais jovens, enquanto Mao mantém somente um poder nominal. Após a morte de Mao, o movimento sofreu uma forte inflexão, regressando ao poder muitas das figuras contestadas e acabando por ser presos e condenados (a própria viúva de Mao, encarcerada após condenação a pesada pena de prisão, viria a suicidar-se no cárcere) não só os dirigentes revolucionários como os métodos por eles utilizados.

sinto-me: Força Portugal
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

O percurso dos alimentos

      O primeiro passo de um longo caminho que os alimentos percorrem é a mastigação, realizada na boca com a ajuda de um suco digestivo, a saliva, formando o bolo alimentar.

            Depois da mastigação o bolo alimentar dirige-se até ao estômago, através do esófago. No estômago, o bolo alimentar está a ser decomposto em nutrientes, agora chama-se quimo.

            O quimo, agora, dirige-se para o duodeno, onde vai ser envolvido em bílis e num suco pancreático.

            Neste momento, o quimo está a dirigir-se  para o intestino delgado, onde se vai transformar em quilo e aí vai passar para a corrente circulatória através das vilosidades intestinais.

            O quilo que não foi introduzido na corrente circulatória vai percorrer o intestino grosso e vai ser expulso do organismo.

publicado por lincoln1 às 21:29
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Jean-Andoche Junot


(Bussy-le-Grand, França, 23 de Outubro de 1771Montbard, França, 29 de Julho de 1813), militar da França.

Iniciou seus estudos em Chantillon, prosseguindo-os em Paris, quando, ao eclodir a Revolução Francesa, alistou-se como voluntário no Exército (1791). Durante o cerco de Toulon (1793), no posto de sargento, foi escolhido como ajudante-de-ordens de Napoleão Bonaparte, com quem fez carreira na Itália, no Egito (1798-1801), na Áustria (1805), na Guerra Peninsular (1807-1808, 1810) e na Campanha da Rússia (1813).

Tendo se distinguido na Campanha da Itália, recebeu um ferimento na cabeça em Lonato, que seus biógrafos acreditam tenham lhe causado permanentes transtornos de pensamento e de carácter, afetando-lhe a capacidade de julgamento e tornando-o impetuoso e temperamental. Alcançou o posto de general durante a Campanha do Egito, mas, ferido em um duelo, foi capturado quando de seu retorno como inválido à França. Ao chegar, foi nomeado general de divisão e nomeado governador de Paris (1801). Nesta época, desposou Laure Permon.

O seu envolvimento com Portugal iniciou-se a partir de 1804, quando serviu um curto período como representante diplomático acreditado em Lisboa. Foi nesta época que, em abril de 1805, ao retornar de uma audiência com o Príncipe Regente de Portugal D. João, registrou no seu diário pessoal: Meu Deus! Como é feio! Como é feia a princesa! Meu Deus! Como são todos feios! Não há um só rosto gracioso entre eles, exceto o do príncipe herdeiro.

De Portugal passou à Áustria, onde combateu na batalha de Austerlitz (2 de Dezembro de 1805). Nomeado Governador Geral de Parma, no ano seguinte foi nomeado Governador Militar de Paris. No comando do Corpo de Observação da Gironda, ocupou Portugal em fins de 1807, iniciando a Guerra Peninsular. Indicado como Governador Geral de Portugal, foi feito duque de Abrantes (Março de 1808). Diante da ofensiva de Arthur Wellesley (depois duque de Wellington) em Agosto, que bateu as tropas francesas na batalha da Roliça (17 de Agosto) e na batalha do Vimeiro (21 de Agosto), Junot propôs aos ingleses um armistício que lhe permitiu a retirada: a Convenção de Sintra, assinada a 30 de Agosto. Voltou à península Ibérica com as tropas do general André Masséna (1810), quando foi gravemente ferido.

Durante a Campanha da Rússia (1812), foi acusado de permitir a retirada do Exército russo após a batalha de Smolensk (17 de Agosto), embora tenha comandado o 8.º Corpo francês na batalha de Borondino (7 de Setembro).

Já mostrando sinais de demência, em 1813 foi feito governador da Ilíria, tendo cometido suicídio, atirando-se por uma janela.

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Domingo, 3 de Junho de 2007

Albert Einstein


Físico alemão de origem judaica, Albert Einstein nasceu a 14 de Março de 1879, em Ulm, e morreu a 18 de Abril de 1955, em Princeton, nos Estados Unidos da América.
Tendo demonstrado desde cedo grande aptidão para as ciências, escreveu o seu primeiro ensaio científico - On the investigation of the state of the Ether in a Magnetic Field - em 1885, com apenas 16 anos. Em 1900 formou-se na Escola Politécnica de Zurique em Matemática e Física e, dois anos mais tarde, começou a trabalhar numa empresa de patentes em Berna. Foi também professor nas universidades de Zurique e Berlim, e membro da Academia de Ciências da Prússia.
Nos primeiros anos do século XX, Einstein desenvolveu um conjunto de teorias que estabeleceram a equivalência entre massa e energia, instaurando uma nova perspectiva na consideração do espaço, do tempo e da gravidade. Em 1905, publicou nos Anais de Física cinco artigos que revolucionaram a física newtoniana. Através da teoria da relatividade especial neles elaborada, Einstein alargou o princípio da relatividade clássica de Isaac Newton aos fenómenos electromagnéticos. Nesta perspectiva, o espaço e o tempo não são considerados independentes entre si, mas relativos, formando uma conexão espaço-tempo. Também a massa é uma grandeza relativa, variando com o movimento e sendo equivalente à energia.
Neste sentido, foi levado a considerar que a massa de um corpo em movimento não se mantém constante em qualquer condição, como era defendido pela mecânica newtoniana, mas depende do próprio valor da velocidade a que esse corpo se desloca. No entanto, para corpos em movimento a velocidades pequenas (caso dos objectos que nos são familiares), os valores da massa em repouso e movimento são praticamente iguais. Contudo, é necessário ter em conta o aumento de massa para partículas de pequena massa em repouso, caso das partículas subatómicas, quando se movem a grandes velocidades.
Tal equivalência entre massa e energia foi confirmada experimentalmente através da observação das grandes quantidades de energia libertadas nas reacções de fissão e fusão nucleares. Em 1915, através da teoria da relatividade geral, Einstein estende o princípio da relatividade a todos os movimentos da Física.
Em 1917 escreveu um ensaio onde lança o principio da emissão de luz estimulada (o laser).
Na sua primeira visita aos Estados Unidos da América, em 1921, é recebido como um herói e nesse mesmo ano torna-se membro da League of Nations Committee on intellectual Cooperation. Em 1932 temendo a ascensão de Hitler foge com a mulher para os Estados Unidos da América. Começa por trabalhar no Instituto de Tecnologia da California e, mais tarde, muda-se para Princeton, New Jersey, onde integra o Instituto de Estudos Avançados.
Alguns anos depois, assina (juntamente com outras personalidades, uma carta dirigida ao presidente Frankelin Roosvelt recomendando a investigação em armas nucleares. Em 1940 naturaliza-se norte-americano mantendo, contudo, a cidadania suíça. Doze anos depois, em 1952, declina a proposta de se tornar o segundo presidente de Israel. Em 1955, no mesmo ano em que morreu, escreve a sua última carta assinada a um amigo de longa data, Bertrand Russell, aceitando incluir o seu nome num manifesto internacional de renuncia às armas nucleares.
Recebeu o Prémio Nobel da Física em 1921.
sinto-me: bomba, Atómica, génio
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Dwight David Eisenhower


Político norte-americano nascido a 14 de Outubro de 1890, em Denison, no Texas, e falecido a 28 de Março de 1969, em Washington D. C. Entre 1935 e 1940 esteve nas Filipinas, servindo no Estado Maior do Exército dos Estados Unidos da América. A partir do mês de Junho de 1942 comandou as operações de desembarque na Sicília e no Norte de África e em Dezembro do seguinte ano tornou-se comandante supremo das forças expedicionárias Aliadas na Segunda Guerra Mundial, dirigindo o desembarque na Normandia naquele que ficou conhecido como o "Dia D". Chefiaria até Setembro de 1945 o exército que ocupou a Alemanha. Desta data até 1948 seria chefe do Estado Maior do Exército, tendo dirigido o quartel general das forças conjuntas da NATO entre Dezembro de 1950 e Março de 1952. Desempenhou as funções de director da Universidade de Columbia de 1948 a 1952. Eleito presidente dos Estados Unidos da América em 1952 (pelo que teve de desistir da direcção da NATO) e reeleito em 1956, foi o trigésimo quarto a exercer o cargo, sucedendo a Harry Truman. O seu mandato, de tendência republicana e com Richard Nixon na vice-presidência, direccionou-se no sentido de melhorar as relações com o Leste da Europa, tendo sido um dos actos mais significativos neste âmbito a visita que Nikita Krutchev efectuou aos Estados Unidos. Contudo, a incursão de caças americanos na URSS, em 1960, quebrou os laços que entretanto se tinham forjado. Uma outra medida decorrente da chamada "doutrina Eisenhower" era a ajuda monetária a prestar a nações do Próximo Oriente com o intuito de travar a hostilidade da URSS. Em 1961 este presidente terminou com as relações políticas entre os EUA e Cuba, tendo até 1967 publicado livros como Waging Peace, Mandate to Change e At ease: Stories I Tell to Friends.
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Tito


Marechal e político jugoslavo, nascido em 1892 e falecido em 1980, Josip Broz Tito proclamou em 1945, como primeiro-ministro, a República Federal. Em 1953 autoproclamou-se presidente, a título vitalício. Em 1948 tornou-se o primeiro líder comunista a opor-se à União Soviética, enveredando por um socialismo de feição autónoma. Foi também um dos principais dinamizadores do Movimento dos Países Não-Alinhados.

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Pacto de Varsóvia


Tratado, assinado em 1955 e renovado em 1985, que estabelecia uma aliança entre a URSS e os seus países satélites no âmbito da política de defesa, em resposta à criação da NATO em 1949. Instituía um compromisso de cooperação e assistência mútuas, associando a Albânia, a Bulgária, a Checoslováquia, a R.D.A., a Hungria, a Polónia, a Roménia e a União Soviética. Em 1968 a Albânia deixou de fazer parte da organização, o mesmo sucedendo com a R.D.A. em 1990. A estrutura militar do Pacto de Varsóvia foi desmantelada
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José Saramago


Escritor português, José Saramago nasceu a 16 de Novembro de 1922, em Azinhaga, no concelho da Golegã. Ficcionista, cronista, poeta e autor dramático, coube-lhe a honra de ser o primeiro autor português distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, consagrando, no seu nome, o prestígio das letras portuguesas contemporâneas além-fronteiras. Atribuição tanto mais meritória quanto a sua existência encontrou sempre condições adversas à satisfação da sua sede de cultura, ao longo de um percurso biográfico pejado de obstáculos.
Oriundo de uma família humilde, José Saramago não pôde, por dificuldades económicas, prolongar os estudos liceais; depois de obter o curso de serralheiro mecânico, desempenhou simples funções burocráticas e conheceu, em 1975, o desemprego - que não o impediria, porém, nem de manter uma postura cívica exemplar, marcada pelo empenhamento político activo, antes e após o regime salazarista, nem de, graças a um trabalho de autodidacta, adquirir um saber literário, cultural, filosófico e histórico incomparável, nem de se tornar um dos raros escritores profissionais portugueses.
Figura de primeiro plano da literatura contemporânea nacional e internacional, a sua obra encontra-se traduzida em diversas línguas, sendo objecto de vários estudos académicos. Revelou-se como poeta com a colectânea Os Poemas Possíveis (1966), a que se seguiria Provavelmente Alegria (1970), desenvolvendo, simultaneamente, uma longa experiência como cronista, coligida nos volumes Deste Mundo e do Outro (1971), A Bagagem do Viajante (1973), As Opiniões Que o D. L. Teve (1974) e Os Apontamentos (1976). Destes dois registos fez o campo de ensaio, para, com 44 anos, encetar uma amadurecida carreira de romancista, que deixaria para trás experiências ficcionais ainda não suficientemente reveladoras, como Terra de Pecado, de 1947.
Manual de Pintura e de Caligrafia e Levantado do Chão são os dois primeiros títulos de uma actividade romanesca que, concebida como registo privilegiado para uma interrogação sobre a relação entre o homem e a História, entre o individual e o colectivo, entre o escritor e a sociedade, nos anos 80, conhece um sucesso fulgurante, junto do grande público e da crítica especializada. É durante esta década que publica os títulos que o celebrizaram, como Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) ou A Jangada de Pedra (1986), e onde problematiza, de forma imaginativa e humorada, numa dinâmica narrativa livre (sem constrições, seja ao nível da expressão linguística, marcada, do ponto de vista formal, por uma estratégia de integração, sem marcas gráficas, do discurso dialogal das personagens e do narrador no fluxo contínuo do texto; seja ao nível da efabulação de personagens ou do tempo), as modalidades de ficcionalização do tempo histórico, quer remetido para um passado revisto a partir da atenção conferida às histórias reais ou sonhadas dos seres anónimos que construíram a História (Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis), quer concebida como crónica de um futuro virtual que, sob a sua forma alegórica, não deixa de reflectir uma inquietação sobre o presente (A Jangada de Pedra).
Posteriormente publicou outras obras, de entre as quais merecem menção História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1992), Ensaio sobre a Cegueira (1996), Todos os Nomes (1997), A Caverna (1999), Ensaio sobre a Lucidez (2004) e As Intermitências da Morte (2005). A bibliografia de José Saramago abrange ainda textos teatrais (Que Farei Com este Livro, A Segunda Vida de São Francisco, In Nomine Dei, Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido), o registo diarístico encetado com a edição de Cadernos de Lanzarote e ainda uma breve incursão à literatura infanto-juvenil com A Maior Flor do Mundo, de 2001, livro escrito em parceria com o ilustrador João Caetano, que acabou por receber o Prémio Nacional de Ilustração atribuído nesse ano.
José Saramago, comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada desde 1985 e cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas desde 1991, tem recebido ao longo da sua carreira numerosas distinções. Para além do prémio Nobel, foi galardoado, entre outros, com: o Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa, em 1991; o Grande Prémio Vida Literária, atribuído pela APE, em 1993; o Prémio Camões, em 1995; e o Prémio de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1995. Em 1999 foi doutorado Honoris Causa pela Universidade de Nottingham, em Inglaterra; em 2000 pela Universidade de Santiago, no Chile; e, em 2004, pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pela Universidade de Charles de Gaulle-Lille III, em França.
 
obras editadas pelo autor
A Caverna
A Jangada de Pedra
História do Cerco de Lisboa
Levantado do Chão
Memorial do Convento
O Ano da Morte de Ricardo Reis
O Evangelho segundo Jesus Cristo

sinto-me: inspirado
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Lenine


Dirigente comunista russo, orador, teórico com vasta obra de análise e polémica política, conduziu o país à revolução bolchevique em 1917 e dirigiu, em condições de grande adversidade, a implantação e a consolidação da URSS.
Lenine é o pseudónimo usado na clandestinidade pelo político russo Vladimir Ilitch Ulianov, nascido em 1870 e falecido em 1924. Oriundo de uma família da pequena burguesia provinciana, cedo se interessou pela vida política e pelos debates ideológicos. Um seu irmão seria enforcado pela sua participação numa conspiração com o objectivo de matar o Czar, e o próprio Vladimir, ainda estudante, envolveu-se em actividades políticas proibidas, o que lhe valeu a expulsão da Universidade, onde estudava Direito.
Viajou por diversas regiões do império russo, contactando com a realidade social, e afastou-se progressivamente dos grupos populistas que preconizavam o terrorismo como meio de abater o czarismo, acabando por aderir às teses marxistas e por se integrar em agrupamentos políticos por elas influenciados. Em virtude das suas actividades políticas, viria a ser desterrado para a Sibéria, para um local nas margens do Rio Lena (de onde deriva o pseudónimo militante com que depois se iria celebrizar). A partir desta fase da sua vida, que coincide aproximadamente com o último lustro do século XIX, a sua vida pessoal e privada perde praticamente todo o significado, pois passa a dedicar-se em exclusivo à actividade política, na Rússia e depois no exílio em várias partes da Europa.
As suas ideias e propostas vão entrar em choque com as teses oficialmente defendidas pelos seus camaradas de luta - defende a teoria de que o campesinato é, tal como o proletariado urbano, uma classe revolucionária e considera possível uma revolução socialista sem passar por uma fase de revolução burguesa, ao mesmo tempo que propõe a criação de um partido de tipo novo, constituído por um grupo reduzido, coeso e centralizado de revolucionários profissionais, que formariam a vanguarda da revolução que daria origem à instauração de uma ditadura do proletariado. O choque entre concepções diferentes provoca uma cisão dentro do Partido Operário Social-Democrata da Rússia, que se divide em duas facções: os bolchevistas ou bolcheviques (=maioritários) e os mencheviques (=minoritários), dirigidos respectivamente pelo próprio Lenine e por Plekhanov.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Lenine dirige o partido a partir do exílio, só regressando à Rússia quando o conflito se encontra no fim e depois da ocorrência da Revolução dirigida pelo reformista Kerensky em Fevereiro de 1917. Conduz então uma luta sem tréguas contra o regime czarista e o governo reformista, propondo o termo das hostilidades e a assinatura imediata da paz sem condições, a distribuição das terras pelos camponeses pobres, a extinção da monarquia e a criação de um sistema de governo de conselhos ou sovietes de operários, camponeses, soldados e marinheiros. As suas intervenções públicas em comícios e debates, os seus escritos e a acção persistente do partido aumentam a sua base de apoio e colocam o governo de Kerensky numa posição insustentável de debilidade e de isolamento, o que torna possível a rápida tomada do poder (os "dez dias que abalaram o mundo", segundo uma expressão consagrada) por forças militares e milícias revolucionárias sob a direcção do partido bolchevista (7 de Novembro de 1917).
Conquistado o poder, o novo regime, ainda dirigido por Lenine, vê-se a braços com uma grave crise económica e social, sofre uma devastadora guerra civil e ataques constantes de forças leais ao regime monárquico, e é vítima do isolamento diplomático decretado pela maioria dos países do mundo, receosos do exemplo revolucionário russo. Consegue no entanto sobreviver, não sem grandes dificuldades e sofrimentos. A saúde de Lenine fragiliza-se em consequência dos ferimentos recebidos num atentado e do avanço da arteriosclerose, que o afasta do exercício das funções da governação e da direcção partidária. Vem a falecer em 1924. O seu cadáver embalsamado é colocado num mausoléu propositadamente construído, na Praça Vermelha do centro da capital, exposto à veneração pública. Há a destacar o facto de, tal como os seus predecessores Marx e Engels ou, mais tarde, Mao Tsé-Tung, ter produzido uma volumosa obra, na qual se debruça sobre as características da sociedade russa e sobre os métodos, tácticas e estratégias da luta política, e sobre a situação política mundial; sempre marcada por um acentuado tom polémico, a sua produção literária (livros, artigos de jornal) acompanha dezenas de anos de intenso debate nos planos ideológico e político.
publicado por lincoln1 às 21:43
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