Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

Tito


Marechal e político jugoslavo, nascido em 1892 e falecido em 1980, Josip Broz Tito proclamou em 1945, como primeiro-ministro, a República Federal. Em 1953 autoproclamou-se presidente, a título vitalício. Em 1948 tornou-se o primeiro líder comunista a opor-se à União Soviética, enveredando por um socialismo de feição autónoma. Foi também um dos principais dinamizadores do Movimento dos Países Não-Alinhados.

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Pacto de Varsóvia


Tratado, assinado em 1955 e renovado em 1985, que estabelecia uma aliança entre a URSS e os seus países satélites no âmbito da política de defesa, em resposta à criação da NATO em 1949. Instituía um compromisso de cooperação e assistência mútuas, associando a Albânia, a Bulgária, a Checoslováquia, a R.D.A., a Hungria, a Polónia, a Roménia e a União Soviética. Em 1968 a Albânia deixou de fazer parte da organização, o mesmo sucedendo com a R.D.A. em 1990. A estrutura militar do Pacto de Varsóvia foi desmantelada
publicado por lincoln1 às 21:17
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José Saramago


Escritor português, José Saramago nasceu a 16 de Novembro de 1922, em Azinhaga, no concelho da Golegã. Ficcionista, cronista, poeta e autor dramático, coube-lhe a honra de ser o primeiro autor português distinguido com o Prémio Nobel da Literatura, em 1998, consagrando, no seu nome, o prestígio das letras portuguesas contemporâneas além-fronteiras. Atribuição tanto mais meritória quanto a sua existência encontrou sempre condições adversas à satisfação da sua sede de cultura, ao longo de um percurso biográfico pejado de obstáculos.
Oriundo de uma família humilde, José Saramago não pôde, por dificuldades económicas, prolongar os estudos liceais; depois de obter o curso de serralheiro mecânico, desempenhou simples funções burocráticas e conheceu, em 1975, o desemprego - que não o impediria, porém, nem de manter uma postura cívica exemplar, marcada pelo empenhamento político activo, antes e após o regime salazarista, nem de, graças a um trabalho de autodidacta, adquirir um saber literário, cultural, filosófico e histórico incomparável, nem de se tornar um dos raros escritores profissionais portugueses.
Figura de primeiro plano da literatura contemporânea nacional e internacional, a sua obra encontra-se traduzida em diversas línguas, sendo objecto de vários estudos académicos. Revelou-se como poeta com a colectânea Os Poemas Possíveis (1966), a que se seguiria Provavelmente Alegria (1970), desenvolvendo, simultaneamente, uma longa experiência como cronista, coligida nos volumes Deste Mundo e do Outro (1971), A Bagagem do Viajante (1973), As Opiniões Que o D. L. Teve (1974) e Os Apontamentos (1976). Destes dois registos fez o campo de ensaio, para, com 44 anos, encetar uma amadurecida carreira de romancista, que deixaria para trás experiências ficcionais ainda não suficientemente reveladoras, como Terra de Pecado, de 1947.
Manual de Pintura e de Caligrafia e Levantado do Chão são os dois primeiros títulos de uma actividade romanesca que, concebida como registo privilegiado para uma interrogação sobre a relação entre o homem e a História, entre o individual e o colectivo, entre o escritor e a sociedade, nos anos 80, conhece um sucesso fulgurante, junto do grande público e da crítica especializada. É durante esta década que publica os títulos que o celebrizaram, como Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984) ou A Jangada de Pedra (1986), e onde problematiza, de forma imaginativa e humorada, numa dinâmica narrativa livre (sem constrições, seja ao nível da expressão linguística, marcada, do ponto de vista formal, por uma estratégia de integração, sem marcas gráficas, do discurso dialogal das personagens e do narrador no fluxo contínuo do texto; seja ao nível da efabulação de personagens ou do tempo), as modalidades de ficcionalização do tempo histórico, quer remetido para um passado revisto a partir da atenção conferida às histórias reais ou sonhadas dos seres anónimos que construíram a História (Memorial do Convento, O Ano da Morte de Ricardo Reis), quer concebida como crónica de um futuro virtual que, sob a sua forma alegórica, não deixa de reflectir uma inquietação sobre o presente (A Jangada de Pedra).
Posteriormente publicou outras obras, de entre as quais merecem menção História do Cerco de Lisboa (1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1992), Ensaio sobre a Cegueira (1996), Todos os Nomes (1997), A Caverna (1999), Ensaio sobre a Lucidez (2004) e As Intermitências da Morte (2005). A bibliografia de José Saramago abrange ainda textos teatrais (Que Farei Com este Livro, A Segunda Vida de São Francisco, In Nomine Dei, Don Giovanni ou o Dissoluto Absolvido), o registo diarístico encetado com a edição de Cadernos de Lanzarote e ainda uma breve incursão à literatura infanto-juvenil com A Maior Flor do Mundo, de 2001, livro escrito em parceria com o ilustrador João Caetano, que acabou por receber o Prémio Nacional de Ilustração atribuído nesse ano.
José Saramago, comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada desde 1985 e cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas desde 1991, tem recebido ao longo da sua carreira numerosas distinções. Para além do prémio Nobel, foi galardoado, entre outros, com: o Prémio Bordalo de Literatura da Casa da Imprensa, em 1991; o Grande Prémio Vida Literária, atribuído pela APE, em 1993; o Prémio Camões, em 1995; e o Prémio de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 1995. Em 1999 foi doutorado Honoris Causa pela Universidade de Nottingham, em Inglaterra; em 2000 pela Universidade de Santiago, no Chile; e, em 2004, pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pela Universidade de Charles de Gaulle-Lille III, em França.
 
obras editadas pelo autor
A Caverna
A Jangada de Pedra
História do Cerco de Lisboa
Levantado do Chão
Memorial do Convento
O Ano da Morte de Ricardo Reis
O Evangelho segundo Jesus Cristo

sinto-me: inspirado
publicado por lincoln1 às 21:09
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Lenine


Dirigente comunista russo, orador, teórico com vasta obra de análise e polémica política, conduziu o país à revolução bolchevique em 1917 e dirigiu, em condições de grande adversidade, a implantação e a consolidação da URSS.
Lenine é o pseudónimo usado na clandestinidade pelo político russo Vladimir Ilitch Ulianov, nascido em 1870 e falecido em 1924. Oriundo de uma família da pequena burguesia provinciana, cedo se interessou pela vida política e pelos debates ideológicos. Um seu irmão seria enforcado pela sua participação numa conspiração com o objectivo de matar o Czar, e o próprio Vladimir, ainda estudante, envolveu-se em actividades políticas proibidas, o que lhe valeu a expulsão da Universidade, onde estudava Direito.
Viajou por diversas regiões do império russo, contactando com a realidade social, e afastou-se progressivamente dos grupos populistas que preconizavam o terrorismo como meio de abater o czarismo, acabando por aderir às teses marxistas e por se integrar em agrupamentos políticos por elas influenciados. Em virtude das suas actividades políticas, viria a ser desterrado para a Sibéria, para um local nas margens do Rio Lena (de onde deriva o pseudónimo militante com que depois se iria celebrizar). A partir desta fase da sua vida, que coincide aproximadamente com o último lustro do século XIX, a sua vida pessoal e privada perde praticamente todo o significado, pois passa a dedicar-se em exclusivo à actividade política, na Rússia e depois no exílio em várias partes da Europa.
As suas ideias e propostas vão entrar em choque com as teses oficialmente defendidas pelos seus camaradas de luta - defende a teoria de que o campesinato é, tal como o proletariado urbano, uma classe revolucionária e considera possível uma revolução socialista sem passar por uma fase de revolução burguesa, ao mesmo tempo que propõe a criação de um partido de tipo novo, constituído por um grupo reduzido, coeso e centralizado de revolucionários profissionais, que formariam a vanguarda da revolução que daria origem à instauração de uma ditadura do proletariado. O choque entre concepções diferentes provoca uma cisão dentro do Partido Operário Social-Democrata da Rússia, que se divide em duas facções: os bolchevistas ou bolcheviques (=maioritários) e os mencheviques (=minoritários), dirigidos respectivamente pelo próprio Lenine e por Plekhanov.
Durante a Primeira Guerra Mundial, Lenine dirige o partido a partir do exílio, só regressando à Rússia quando o conflito se encontra no fim e depois da ocorrência da Revolução dirigida pelo reformista Kerensky em Fevereiro de 1917. Conduz então uma luta sem tréguas contra o regime czarista e o governo reformista, propondo o termo das hostilidades e a assinatura imediata da paz sem condições, a distribuição das terras pelos camponeses pobres, a extinção da monarquia e a criação de um sistema de governo de conselhos ou sovietes de operários, camponeses, soldados e marinheiros. As suas intervenções públicas em comícios e debates, os seus escritos e a acção persistente do partido aumentam a sua base de apoio e colocam o governo de Kerensky numa posição insustentável de debilidade e de isolamento, o que torna possível a rápida tomada do poder (os "dez dias que abalaram o mundo", segundo uma expressão consagrada) por forças militares e milícias revolucionárias sob a direcção do partido bolchevista (7 de Novembro de 1917).
Conquistado o poder, o novo regime, ainda dirigido por Lenine, vê-se a braços com uma grave crise económica e social, sofre uma devastadora guerra civil e ataques constantes de forças leais ao regime monárquico, e é vítima do isolamento diplomático decretado pela maioria dos países do mundo, receosos do exemplo revolucionário russo. Consegue no entanto sobreviver, não sem grandes dificuldades e sofrimentos. A saúde de Lenine fragiliza-se em consequência dos ferimentos recebidos num atentado e do avanço da arteriosclerose, que o afasta do exercício das funções da governação e da direcção partidária. Vem a falecer em 1924. O seu cadáver embalsamado é colocado num mausoléu propositadamente construído, na Praça Vermelha do centro da capital, exposto à veneração pública. Há a destacar o facto de, tal como os seus predecessores Marx e Engels ou, mais tarde, Mao Tsé-Tung, ter produzido uma volumosa obra, na qual se debruça sobre as características da sociedade russa e sobre os métodos, tácticas e estratégias da luta política, e sobre a situação política mundial; sempre marcada por um acentuado tom polémico, a sua produção literária (livros, artigos de jornal) acompanha dezenas de anos de intenso debate nos planos ideológico e político.
publicado por lincoln1 às 21:43
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Erwin Rommel


Marechal alemão, Erwin Johannes Eugen Rommel, conhecido como “Raposa do Deserto”, nasceu a 15 de Novembro de 1891, em Heidenheim, na Alemanha.
Em 1910, integrou o exército e participou na Primeira Guerra Mundial como tenente, distinguindo-se nas frentes de combate em França, Itália e na Roménia. Em 1933, foi designado instrutor da Escola de Infantaria de Dresden e, posteriormente, da Academia de Guerra de Potsdam. Em 1937, escreveu o livro de tácticas Infanterie Greift An (tradução livre: Os ataques de Infantaria) e, durante o período de 1938 e 1940, comandou a guarda pessoal de Hitler. Em 1940, liderou a 7.ª Divisão Blindada, em território francês, e assumiu, um ano depois, o comando da Afrika korps (Corpo Africano), na campanha da Líbia, ficando conhecido entre os árabes como o “Libertador”. Adquiriu grande reputação como estratego e Hitler promoveu-o, a 21 de Junho de 1942, a Marechal-de-Campo.
Quando regressou à Alemanha, após várias ofensivas no Norte de África, tomou o comando das linhas de defesa do Canal da Mancha, em 1944. O marechal fortificou as praias do Norte de França, onde seria previsível, na sua opinião, um desembarque das potências aliadas, dado que era aí a parte mais estreita do Canal. No entanto, sem apoios na execução dos seus planos de contra-ataque, Rommel não conseguiu evitar o desembarque das tropas inimigas, na Normandia, a 6 de Junho de 1944. A 17 de Julho de 1944, o marechal foi atingindo por um caça aliado, sofrendo ferimentos graves. Considerando a guerra perdida, tentou convencer Hitler a negociar a paz com os Aliados. Sem nunca ter feito parte do Partido Nazi, Rommel tornava-se cada vez mais crítico da liderança do Führer. Entretanto, uma bomba explodiu no quartel-general onde se encontrava Hitler que escapou ileso do atentado. Este, receando que o marechal tomasse o poder e sabendo que ele era conhecido como o VolksGeneral (General do Povo), pelos seus serviços prestados, acusou-o de conspiração e deu-lhe duas alternativas: suicidar-se por envenenamento, com a garantia de ter honras militares, ou ser julgado por alta traição.
Erwin Rommel faleceu a 14 de Outubro de 1944, em Herrlingen, optando pela primeira alternativa.
publicado por lincoln1 às 21:37
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Salgueiro Maia



Militar português, Fernando José Salgueiro Maia nasceu em 1944, em Castelo de Vide, e morreu em 1992, no Hospital Militar de Belém (Lisboa).
Depois de frequentar a Academia Militar e a Escola Prática de Cavalaria, desempenhou funções de alferes-comando em Moçambique, durante a Guerra Colonial.
Já com o posto de capitão, na madrugada de 25 de Abril de 1974, dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém até Lisboa, tornando-se uma das figuras-chave do golpe. Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da Guarda Nacional Republicana, no Carmo, onde estava refugiado o chefe do Governo, Marcello Caetano, que se lhe rendeu. Assim se deu a queda do Estado Novo.
A revolta militar foi desencadeada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA), que derrubou o regime praticamente sem o emprego da força e sem provocar vítimas. Os dois únicos momentos de tensão foram protagonizados pelo próprio Salgueiro Maia: o primeiro foi o encontro com um destacamento de blindados, até então obediente ao Governo, resolvido quando estas tropas tomaram posição ao lado dos revoltosos; o outro ocorreu quando o capitão mandou abrir fogo sobre a parede exterior do quartel da GNR.
Retomando modestamente o rumo da sua carreira militar, o capitão Salgueiro Maia recusou as honrarias que o regime democrático lhe quis atribuir. Todos os anos é recordada a sua coragem e a sua determinação aquando das comemorações do 25 de Abril.
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Terça-feira, 29 de Maio de 2007

Vasco Gonçalves


Militar e político português, nascido em 1921e falecido a 11 de Junho de 2005, afirmou-se como defensor da ideologia antifascista no contexto da Segunda Guerra Mundial. Prestou serviço militar na Índia (1955-1957), em Moçambique (1965-1967) e em Angola (1970-1972), tendo desempenhado um papel relevante no processo de transição democrática. Depois do 25 de Abril de 1974, tornou-se membro do Conselho de Estado, e veio a ser primeiro-ministro dos II, III, IV e V Governos Provisórios (entre Julho de 1974 e Agosto de 1975, período que ficou conhecido por Gonçalvismo). A sua actuação política esteve sempre associada ao PCP. Por decisão do Conselho da Revolução, passou à reserva em 1975, com a patente de general.
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Domingo, 27 de Maio de 2007

Pedro Hispano (Papa João XXI)


Único papa de origem portuguesa, nascido entre 1210 e 1220, em Lisboa, e falecido em 1277, em Viterbo. Pedro Julião (ou Pedro Hispano) era médico de formação (escreveu obras científicas como o Tesouro dos Pobres e O Olho). Foi este o cargo que desempenhou na corte papal de Gregório X, tendo sido seu médico particular. Tornou-se também, em 1272, arcebispo de Braga, e no ano seguinte cardeal de Tusculum. Grande erudito, estudou Filosofia, Medicina, Teologia e Matemática em Paris.
Depois da sua nomeação decidiu estabelecer-se em Viterbo, tendo mandado construir as instalações necessárias no palácio pontifical para o prosseguimento das suas investigações no campo da medicina.
Adoptou o nome de João XXI por lapso, uma vez que não existiu papa algum com o nome de João XX.
Tendo a sua eleição sido propiciada por Giovanni Gaetano Orsini, um poderoso cardeal da cúria (futuro papa Nicolau III), com o intuito de governar através de Pedro Julião, foi efectivamente o que acabou por acontecer, dada a absorção do pontífice nos assuntos da medicina.
João XXI confirmou a anulação que o seu antecessor, Adriano V, tinha feito do decreto relativo às eleições papais. Em Portugal, o papa advogou também a imunidade eclesiástica, contra o desejo dos senhores temporais.
Neste papado sobressaíram as medidas que visavam a implantação da autoridade do sucessor de São Pedro por toda a Cristandade e a instigação de uma nova cruzada. Assim, foi efectuada uma tentativa de continuar as negociações que Gregório X entabulara com o imperador bizantino Miguel VIII e com o clero oriental. Contudo, a posição flexível de Gregório X não tinha sido tomada pelos pontífices que o sucederam, tendo os ultimatos feitos a Bizâncio antes do papado de João XXI criado uma atmosfera de reticência e frieza.
Pedro Hispano mandou, em 1277, fazer um levantamento da matéria ensinada na Universidade de Paris que poderia ser considerada materialista, uma vez que o estudo de Aristóteles, levado ao extremo, poderia transmitir esta noção. O resultado foi desanimador, uma vez que ascendia ao número de duzentas e dezanove as teses com este cariz.
Este papa foi sepultado em Viterbo, onde faleceu.
Da sua vasta obra escrita merece ser destacado o livro Summulae Logicales (Súmulas de Lógica), uma sistematização da lógica clássica.
publicado por lincoln1 às 20:07
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Fidel Castro



Fidel Castro

    Revolucionário cubano e líder de Cuba desde 1959, Castro nasceu perto de Birán, Cuba, a 13 de Agosto de 1926 ou 1927.
Formou-se em Direito na Universidade de Havana. Por essa altura terá travado conhecimento com os ideais marxistas, embora não se tenha tornado militante comunista antes dos anos 50. Em 1947, Fidel Castro filiou-se no Partido Popular Cubano (ortodoxo) e em 1952 foi candidato nas eleições que o então presidente Fulgencio Batista cancelou. Castro começou a preparar a revolução em 1953. Depois de ter estado preso, em 1955, foi para o México liderar uma organização denominada Movimento de 26 de Julho.
    Em 1956, Fidel Castro e um grupo de correligionários, onde se incluía Ernesto (Che) Guevara, formaram uma guerrilha com o objectivo de derrubar o regime de Batista. Após o declínio da política interna e sucessivas derrotas militares, Batista abandonou o país a 31 de Dezembro de 1958. Fidel Castro tornou-se o chefe das Forças Armadas e em Fevereiro de 1959 ocupou o lugar de primeiro-ministro, chefe do Governo e secretário-geral do Partido Comunista de Cuba, a única força partidária legal no país, segundo a Constituição de 1976.
A sua política interna e externa é controversa. Ganhou o apoio de muitos mas também a revolta e o exílio de centenas de cubanos. O seu governo promoveu a educação, redistribuiu a riqueza, os rendimentos, e deu facilidades de acesso à saúde. Os serviços educativos e de saúde são gratuitos. A todos os cidadãos é garantido emprego, mas todos são obrigados a trabalhar. Contudo, esta situação de aparente equilíbrio não tem sido suficiente para dar resposta a muitas das necessidades da população, que se vê cada vez mais pobre à medida que as infra-estruturas do país se vão degradando. O governo de Castro estabeleceu uma política autoritária através de um regime de partido único: não se realizam eleições desde 1976 e todos os órgãos de comunicação social são controlados pelo Governo. A partir dos anos 80 e da Perestroika, a União Soviética, tradicional aliada do governo castrista, começou a praticar políticas não comunistas, mas Castro continua irredutível e fiel à disciplina do comunismo.
publicado por lincoln1 às 19:58
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John Fitzgerald Kennedy

 


    Presidente dos Estados Unidos da América (1961/1963), nasceu a 29 de Maio de 1917 em Brookline, Massachusetts e morreu a 22 de Novembro de 1963 em Dallas. Foi o 35.º presidente eleito dos Estados Unidos, tendo sido também o primeiro a pertencer à Igreja Católica. Em 1941 alistou-se na Marinha e esteve no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. Foi eleito para o Congresso pelo Partido Democrático em 1946, e para o Senado em 1952. Em 1957 ganhou o Prémio Pulitzer com Profiles in Courage, uma biografia de oito senadores que preferiram sacrificar as suas fortunas a trair as suas ideias. Em 1960 derrotou Nixon nas eleições presidenciais, em parte devido aos bem sucedidos debates televisivos e ao auxílio de académicos e intelectuais de Washington. O seu programa de reformas internas designava-se New Frontier e foi executado a título póstumo por Lyndon Johnson. Enquanto presidente adoptou uma atitude favorável à integração racial, sendo partidário da descolonização e do apaziguamento das relações leste-oeste. A sua administração durou 1037 dias. Enfrentou um conjunto de crises externas, especialmente em Cuba e em Berlim. Assumiu-se como único responsável pelo insucesso da invasão da Baía dos Porcos (Bahía de los Cochinos). Conseguiu a proeza de ver assinado o Tratado da proibição de ensaios nucleares pelo presidente soviético Nikita Khrushchev e pelo primeiro-ministro inglês Harold Macmillan; aprovou a Aliança para o Progresso, consolidação das relações entre os Estados Unidos e a América Latina; atravessou a crise de Berlim, tendo proferido a célebre frase «Eu também sou um berlinense», num discurso em frente ao fatídico muro. Era um presidente imensamente popular na América e no estrangeiro. Enquanto visitava o Estado do Texas, na cidade de Dallas, fazendo-se transportar numa limousine descapotável, Kennedy foi subitamente atingido por um tiro assassino na Praça Dealey, disparado a 22 de Novembro de 1963 por Lee Harvey Oswald (1939/1963). À volta do assassinato do presidente surgiram muitas teorias que foram investigadas por uma comissão especial liderada pelo chefe da Justiça americana Earl Warren. Na altura, os investigadores determinaram que Oswald teria actuado isoladamente, mas mais tarde foi ventilada a hipótese de o assassinato ter resultado de uma conspiração. citações do autor "A nossa tarefa não é consertar os erros do passado, mas sim preparar o caminho para o futuro." "A humanidade tem de acabar com a guerra antes que a guerra acabe com a humanidade."
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publicado por lincoln1 às 19:43
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